quarta-feira, 13 de junho de 2012

O que é Física?


Física vem do grego antigo "natureza". É a ciência que estuda a natureza e seus fenômenos. Sua linguagem natural é a matemática. Ela busca compreender cientificamente os comportamentos naturais do mundo no nosso ao redor, desde  corpos até o universo como um todo. A física é considerada uma ciência fundamental pela sua presença ampla no cotidiano.

O objeto de estudo que a física possui é a natureza e os fenômenos naturais do Universo. E por estas serem tão amplas, a física se fragmenta em diversos ramos para abordar mais precisamente cada assunto. Sendo essas as áreas que se dividem:

A Mecânica estuda os movimentos dos corpos e seu repouso, e busca a explicação para as suas ocorrências. É o ramo de estudo mais antigo da Física porque diz respeito à explicação para os movimentos que os corpos executam. E essa busca vem desde a Antiguidade.
A Termologia estuda o calor, ou seja, as manifestações de energia que produzem variação de temperatura sendo ela, aquecimento ou resfriamento.
A Acústica estuda os sons, que são desenvolvida na comunicação oral e escrita, voz, audição.
A Óptica estuda a luz, o ‘olhar’. É o ramo que explica os fenômenos da reflexão, refração e difração.
A Eletricidade estuda a energia elétrica.
E por fim, a física Nuclear procura entender as propriedades básicas dos núcleos e também da matéria nuclear. São estudos que estão relacionados à investigação do surgimento do universo, sua evolução, e estrutura.

Física é uma ciência, e suas evoluções podem ser traduzidas no desenvolvimento tecnológico. Como no eletromagnetismo, que permitiu o desenvolvimento de tecnologias, como computadores e celulares que influenciam no cotidiano moderno. O domínio da energia elétrica que permitiu e permite que tudo esteja ligado, que todos os dias o mundo receba informações instantâneas, e pela construção destes aparelhos elétricos. A aplicação da mesma foi e é benéfica para o humano, pois contribui para o desenvolvimento de toda a tecnologia moderna. E isto é de grande importância para a humanidade. Mas também a física esta relacionada a grandes fenômenos, como os movimentos, a velocidade, a aceleração, e a força.

A física vai além de formulas e cálculos. E embora não percebemos, ela é muito importante para nós. Ela esta presente nas atividades que realizamos, reconhecendo os fenômenos, poderemos entendê-los e aproveitá-los para nosso bem estar. A física está no momento em que você aperta o botão para acender a luz, o tocar do despertador, no movimento que você faz com o carro, dos sons e/ou da musica que você escuta, está nas micro-ondas que você liga para esquentar seu leite. Ela é do nosso cotidiano, e nos permite executar e entender o que há a nossa volta.

Concluindo, a física traz muitos benefícios e é de extrema importância no mundo que vivenciamos hoje. 

domingo, 27 de maio de 2012

IIhas Malvinas.

1- ¿Cuándo Argentina declara guerra a Inglaterra?
A Argentina declara guerra à Inglaterra em 1982, no dia 2 de Abril.

2- ¿Cuál es el término que cedió Las Malvinas por España?
A Independência da Argentina da Coroa Espanhola.

3- ¿Quién fueron los primeros seres humanos nacidos en la Isla? ¿Ingleses?¿Argentinos?¿Españoles?
Os argentinos foram os primeiros seres humanos nascidos na Ilha.

4- ¿En qué año el Reino Unido reconoce la independencia Argentina?
 O Reino Unido reconhece a Independência da Argentina no mesmo ano em que a mesma declara-a . Ou seja, o Reino Unido reconhece-a em 1825. 

5- ¿Que gobernador Argentino impulsó el negocio entre  las islas?
 O governador que impulsionou os negócios entre as Ilhas foi Luis Vernet, o quarto governador Argentino.

6- ¿En 1830 qué país llegó a la isla dando señales amigables? ¿y qué ha hecho este país delante de la confianza del pueblo argentino?
A França chegou às ilhas demonstrando sinais amigáveis. Depois dos Argentinos terem mostrado confiança e os deixarem desembarcar, os Franceses atacaram de surpresa, destruindo a ilha. Assim, o Reino Unido pôde invadir as ilhas e tomar posse da mesma. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

O negrinho do Pastoreiro.


Era uma vez um estancieiro, ele era muito mau e era o meu pratão. Ele possuía uma ponta de surrões de onças e meias-doblas e diversas pratarias. Ele era tão pão-duro que não dava hospedaria para ninguém e não emprestava seu cavalo. Na sua casa durante o inverno, seu fogo não fazia brasas. As pessoas poderiam morrer de frio, que sua porta não abria. No verão, a sombra de seus umbus só era para os cachorros, e ninguém poderia beber sua água.
A consequência de tudo isto é quando alguém precisava de algum serviço, ninguém vinha lhe ajudar. Porque o homem dava para comer um churrasco magro, farinha grossa e erva e nem um fumo a oferecer. E sendo choramingando, como se fosse a pele dele que estivesse a dar.  
O estancieiro só dava atenção para seu filho e para mim. E parecia também que seu filho só tinha olhos para mim, pois em todas as tarde eu sofria com os tratos deste, que judiava de mim e só ria. Eu, um escravo preto como carvão a quem todos me chamam de Negrinho. Eu não tenho nome e nem padrinho, a única coisa que tenho neste mundo é a Virgem, Senhora Nossa.
Num dia, o estancieiro atou com seu vizinho. Este queria que a parada fosse para os pobres, mas o estancieiro não concordou, e disse que a parada era pra ser do dono do cavalo que ganhasse. De tão ruim que era... E esta parada era com mil onças de ouro.
Então eles fizeram sua corrida. E começou a tormenta: começaram a dizer que era empate! E eu apavorado, comecei a gemer para minha madrinha, com muito medo.  Pois sabia que o estancieiro ia judiar-me. Até que o júri disse que o nosso cavalo havia perdido.  Assim, depois vieram, e me prenderam pelos pulsos e me deram uma coça. Tudo pelas aquelas malditas onças da corrida do cavalo.
Na madrugada, o estancieiro veio e me levou ao alto das coxilhas. Sabia que boa coisa não poderia ser, e então ele me disse: — Trinta quadras tinha a cancha da carreira que tu perdeste: trinta dias ficarás aqui pastoreando a minha tropilha de trinta tordilhos negros... O baio fica de piquete na soga e tu ficarás de estaca! Caí a chorar enquanto pastavam. Era a pior sensação do mundo. Estava morrendo de fome, quase sem forças e o único lugar que me veio a mente para descansar era a um cupim. Tudo parecia não conspirar a favor à mim, até mesmo as corujas que me rodeavam pareciam estar rindo da  minha situação. Fiquei muito assustado com tudo, com medo então eu pensei na minha madrinha Nossa Senhora, que foi me tranquilizando até cair no sono.
Quando acordei, ou melhor, fui acordado pelo tropel só escutei berros, e os galos cantando. Nem o céu eu enxergava. Olhei ao arredor e não havia mais nada; não havia mais o pastoreio. Comecei a chorar. As coisas não estavam indo bem. O estancieiro mandou me prender daquele mesmo modo novamente. E depois pediu para eu ir procurar o perdido. Quando eu fui, só o que me restava era um pingo de esperança, e eu ia chorando pensando na minha madrinha. Parei então, e fui ao oratório da casa e tomei a vela acesa da imagem e saí para o campo, na minha missão.
Eu fui seguindo, e por onde eu passava a vela ia pingando cera e parecia que dali nascia uma luz, que assim clareavam todo meu ver. Assim eu pude ver onde estava o gado, o pastoreio e toquei a diante. Por aquele momento eu pus-me a rir. Depois, gemendo de dor, de angustia, de cansaço, de tudo me deitei ao cupim e tudo se apagou, a única coisa que agora rodeava minha mente era o meu sonho, era a minha madrinha. Porém quando clareou o dia o menino veio me acordar e dizendo ao meu patrão que os cavalos não estavam lá. Não era possível! Aquele menino desgraçado  botara pra fugir eles só para me ver sofrer. E caí a chorar...
Não era surpresa para mim que iam judiar de mim novamente. E que se eu contasse no que eu acreditara, o patrão ia me maltratar mais. E então ele se pôs a fazer novamente comigo o que já tenha feito. Mas desta vez foi mais intenso, meu sangue foi se escorrendo pelo corpo e eu ali pedindo para minha madrinha me ajudar, me iluminar. Gritando. Tinha sido meu fim.
Porém com tudo isso que o estancieiro me fez, ele ficou transtornado. Minha alma estava ali só observando-o no meio daquele formigueiro que ele me botara. Juntamente com minha madrinha e os trinta tordilhos. Estava eu sarado e risonho, toquei a tropilha a galope, e o senhor ajoelhou-se diante de mim. Assim foi a ultima vez que achei o pastoreio. Não chorei e nem ri.
Muitos acenderam velas por mim. E quando qualquer cristão pedia algo, eu campeava e achava, mas só entregava se acendesse uma vela à minha madrinha, que me salvou e deu-me uma tropilha, que conduz e pastoreio, sem ninguém ver.
Todos os anos, eu desapareço, durante três dias, em algum formigueiro e visito minhas amigas formigas. E ao nascer do sol do terceiro dia eu monto-o e vou fazer minha recolhida. É quando acontece as disparada das cavalhadas e olham e não vê ninguém.
E eu vou conduzindo o pastoreio, sarado e risonho, cruzo os campos, corta os macegais, bandeio as restingas, desponto os banhados, varo os arroios, subo as coxilhas e desço às canhadas. Andando sempre à procura dos objetos perdidos, pondo-os de jeito a serem achados pelos seus donos, desde que acendam uma veja. Cuja luz levo para o altar da Virgem Senhora Nossa, madrinha dos que não a têm. 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A sociedade em constante relação com o homem.

A sociedade faz o homem ou o homem que faz a sociedade? 

Acredito que o homem e a sociedade caminham juntos. Em minha opinião, a sociedade é o reflexo das pessoas que vivem nela, logo o individuo faz a sociedade.
Segundo Rousseau “o homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe”. Já que o homem que faz a sociedade, como a sociedade corromperá o próprio criador? Bem, em uma organização (sociedade) não há apenas as pessoas nela. Há muitos outros grupos que ajudam a influenciar como a igreja (religião), as escolas (congregações), a politica, o meio em que vive. Alguns fatores como este ajudam a sustentar a identidade do ser. A sociedade já tomou sua própria identidade, a tamanha proporção que esta domina que por sua vez tem capacidade de mudar o homem, pois estabelecem padrões, regras.
Afirmamos já que o ser humano recebe influências do seu meio. Como por exemplo, um ser que nasce na mata vai ser influenciado pelo mesmo, vai ter que aprender adquirir habilidades para sobreviver com ele. Tendo com linguagem, ruídos ou coisas parecidas que foram imitadas por animais, também a postura, a etiqueta, sua alimentação, tudo isto serão fatores constituídos pelo seu comportamento. Outro exemplo, um ser que nasce na favela, ele irá aprender desde pequeno a como lidar com aquele lugar que cada dia é uma batalha, por justa causa seu comportamento poderá ser um pouco mais fechado pra si, mais frio. Pois o meio em que ele vive tudo é uma grande guerra: a alimentação, a vestimenta etc. Por ele também viver neste lugar, ele terá um vocabulário diferenciado. O último exemplo é de um ser que nasce, por exemplo, numa classe mais alta, de um padrão de vida melhor. Ele por sua vez terá posturas diferentes, pois foi assim que o ensinaram, terá uma vestimenta, características, linguagem diferenciada.
A sociedade tomou uma proporção muito grande na vida dos seres, muitas vezes ela pode mudar seus comportamentos independentemente do meio em que vive, em que se criou. O homem pode ter regido influências de patamares maiores, e pode se deixar levar para o lado criminoso, violento como modo de revolta com estas leis padronizadas. Aí vem o caso que dizem que todos os ‘favelados’ são ‘criminosos’. Errado. Às vezes, este pode ser o único meio que lhe afirma de sobreviver.
A sociedade estabelece normas, padrões de vida, modelos que devemos seguir. Nós somos influenciados por nossos pais, nossos responsáveis desde pequenos que devemos ir a escola, aprender, nos formarmos para 'ser alguém' na vida. Para termos um emprego e poder proporcionar uma vida boa. Este é o "sistema" que temos que seguir. Mas por que temos que segui-lo? Muita gente não sabe o porquê. Mas este é o capitalismo, o dinheiro move o mundo e você precisa dele para sobreviver. 
Já que a sociedade estabelece regras também para um melhor convívio, uma melhor relação entre os seres humanos, automaticamente eles são reprimidos. Que como segundo Thais Marchand (thaismarchand.blogspot.com) “uma vez que é realmente complicado perceber se o indivíduo pode ou não fazer suas próprias escolhas e moldar o próprio destino” Isto esta ligado ao que chamamos de liberdade.
Hoje em dia a liberdade é muito relativa. E esta está relacionada sim com que nós ‘fazemos a hora’. Basta buscar, ir além. Para isto terá que enfrentar barreiras tanto sociais quanto naturais. Mas hoje em dia já existem redes de apoio. Contanto que o número de resultados bons é de percentual baixo, há chances. Basta ter força de vontade; lute.
A liberdade está ligada com a sociedade. Ninguém é livre por completo dentro da sociedade, sempre haverá um obstáculo, uma lei, uma regra. Acredito que a liberdade está conectada às classes sociais que as rodeiam. ‘O fazer o que quer’ está limitado pelo meio que vive, pelas condições que lhe firmam.
Com base em tudo que relatei, concluo que o ser humano moldou a sociedade, mas a sociedade tornou-se algo ‘individuo’. Pois o humano pode muda-la, e ela pode muda-lo. Podendo acontecer qualquer coisa neste mundo crítico e legislado, a nossa liberdade também padronizada de modo complexado. A sociedade é uma eterna luta pela conquista do olhar. A socialização é um eterno aprendizado em movimento e crescimento constante.

"A história da sociedade até aos nossos dias é a história da luta de classes." (Karl Marx)