domingo, 27 de maio de 2012

IIhas Malvinas.

1- ¿Cuándo Argentina declara guerra a Inglaterra?
A Argentina declara guerra à Inglaterra em 1982, no dia 2 de Abril.

2- ¿Cuál es el término que cedió Las Malvinas por España?
A Independência da Argentina da Coroa Espanhola.

3- ¿Quién fueron los primeros seres humanos nacidos en la Isla? ¿Ingleses?¿Argentinos?¿Españoles?
Os argentinos foram os primeiros seres humanos nascidos na Ilha.

4- ¿En qué año el Reino Unido reconoce la independencia Argentina?
 O Reino Unido reconhece a Independência da Argentina no mesmo ano em que a mesma declara-a . Ou seja, o Reino Unido reconhece-a em 1825. 

5- ¿Que gobernador Argentino impulsó el negocio entre  las islas?
 O governador que impulsionou os negócios entre as Ilhas foi Luis Vernet, o quarto governador Argentino.

6- ¿En 1830 qué país llegó a la isla dando señales amigables? ¿y qué ha hecho este país delante de la confianza del pueblo argentino?
A França chegou às ilhas demonstrando sinais amigáveis. Depois dos Argentinos terem mostrado confiança e os deixarem desembarcar, os Franceses atacaram de surpresa, destruindo a ilha. Assim, o Reino Unido pôde invadir as ilhas e tomar posse da mesma. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

O negrinho do Pastoreiro.


Era uma vez um estancieiro, ele era muito mau e era o meu pratão. Ele possuía uma ponta de surrões de onças e meias-doblas e diversas pratarias. Ele era tão pão-duro que não dava hospedaria para ninguém e não emprestava seu cavalo. Na sua casa durante o inverno, seu fogo não fazia brasas. As pessoas poderiam morrer de frio, que sua porta não abria. No verão, a sombra de seus umbus só era para os cachorros, e ninguém poderia beber sua água.
A consequência de tudo isto é quando alguém precisava de algum serviço, ninguém vinha lhe ajudar. Porque o homem dava para comer um churrasco magro, farinha grossa e erva e nem um fumo a oferecer. E sendo choramingando, como se fosse a pele dele que estivesse a dar.  
O estancieiro só dava atenção para seu filho e para mim. E parecia também que seu filho só tinha olhos para mim, pois em todas as tarde eu sofria com os tratos deste, que judiava de mim e só ria. Eu, um escravo preto como carvão a quem todos me chamam de Negrinho. Eu não tenho nome e nem padrinho, a única coisa que tenho neste mundo é a Virgem, Senhora Nossa.
Num dia, o estancieiro atou com seu vizinho. Este queria que a parada fosse para os pobres, mas o estancieiro não concordou, e disse que a parada era pra ser do dono do cavalo que ganhasse. De tão ruim que era... E esta parada era com mil onças de ouro.
Então eles fizeram sua corrida. E começou a tormenta: começaram a dizer que era empate! E eu apavorado, comecei a gemer para minha madrinha, com muito medo.  Pois sabia que o estancieiro ia judiar-me. Até que o júri disse que o nosso cavalo havia perdido.  Assim, depois vieram, e me prenderam pelos pulsos e me deram uma coça. Tudo pelas aquelas malditas onças da corrida do cavalo.
Na madrugada, o estancieiro veio e me levou ao alto das coxilhas. Sabia que boa coisa não poderia ser, e então ele me disse: — Trinta quadras tinha a cancha da carreira que tu perdeste: trinta dias ficarás aqui pastoreando a minha tropilha de trinta tordilhos negros... O baio fica de piquete na soga e tu ficarás de estaca! Caí a chorar enquanto pastavam. Era a pior sensação do mundo. Estava morrendo de fome, quase sem forças e o único lugar que me veio a mente para descansar era a um cupim. Tudo parecia não conspirar a favor à mim, até mesmo as corujas que me rodeavam pareciam estar rindo da  minha situação. Fiquei muito assustado com tudo, com medo então eu pensei na minha madrinha Nossa Senhora, que foi me tranquilizando até cair no sono.
Quando acordei, ou melhor, fui acordado pelo tropel só escutei berros, e os galos cantando. Nem o céu eu enxergava. Olhei ao arredor e não havia mais nada; não havia mais o pastoreio. Comecei a chorar. As coisas não estavam indo bem. O estancieiro mandou me prender daquele mesmo modo novamente. E depois pediu para eu ir procurar o perdido. Quando eu fui, só o que me restava era um pingo de esperança, e eu ia chorando pensando na minha madrinha. Parei então, e fui ao oratório da casa e tomei a vela acesa da imagem e saí para o campo, na minha missão.
Eu fui seguindo, e por onde eu passava a vela ia pingando cera e parecia que dali nascia uma luz, que assim clareavam todo meu ver. Assim eu pude ver onde estava o gado, o pastoreio e toquei a diante. Por aquele momento eu pus-me a rir. Depois, gemendo de dor, de angustia, de cansaço, de tudo me deitei ao cupim e tudo se apagou, a única coisa que agora rodeava minha mente era o meu sonho, era a minha madrinha. Porém quando clareou o dia o menino veio me acordar e dizendo ao meu patrão que os cavalos não estavam lá. Não era possível! Aquele menino desgraçado  botara pra fugir eles só para me ver sofrer. E caí a chorar...
Não era surpresa para mim que iam judiar de mim novamente. E que se eu contasse no que eu acreditara, o patrão ia me maltratar mais. E então ele se pôs a fazer novamente comigo o que já tenha feito. Mas desta vez foi mais intenso, meu sangue foi se escorrendo pelo corpo e eu ali pedindo para minha madrinha me ajudar, me iluminar. Gritando. Tinha sido meu fim.
Porém com tudo isso que o estancieiro me fez, ele ficou transtornado. Minha alma estava ali só observando-o no meio daquele formigueiro que ele me botara. Juntamente com minha madrinha e os trinta tordilhos. Estava eu sarado e risonho, toquei a tropilha a galope, e o senhor ajoelhou-se diante de mim. Assim foi a ultima vez que achei o pastoreio. Não chorei e nem ri.
Muitos acenderam velas por mim. E quando qualquer cristão pedia algo, eu campeava e achava, mas só entregava se acendesse uma vela à minha madrinha, que me salvou e deu-me uma tropilha, que conduz e pastoreio, sem ninguém ver.
Todos os anos, eu desapareço, durante três dias, em algum formigueiro e visito minhas amigas formigas. E ao nascer do sol do terceiro dia eu monto-o e vou fazer minha recolhida. É quando acontece as disparada das cavalhadas e olham e não vê ninguém.
E eu vou conduzindo o pastoreio, sarado e risonho, cruzo os campos, corta os macegais, bandeio as restingas, desponto os banhados, varo os arroios, subo as coxilhas e desço às canhadas. Andando sempre à procura dos objetos perdidos, pondo-os de jeito a serem achados pelos seus donos, desde que acendam uma veja. Cuja luz levo para o altar da Virgem Senhora Nossa, madrinha dos que não a têm.